Quer saber mais acerca de como preparar um ficheiro para impressão fine art? Além do conteúdo existente nesta página, preparámos um guia muitíssimo completo que pode e deve usar para aprender a preparar os seus ficheiros para impressão Fine Art & Giclée. Não se esqueça que a preparação do ficheiro é um passo absolutamente crucial para um processo de impressão fine art de elevada qualidade e rigor.
Em 2 minutos: o essencial
Um ficheiro “pronto para imprimir” é aquele que:
- tem tamanho final decidido (incluindo margem, se existir)
- tem resolução adequada (ideal: 300 PPI; aceitável em grande formato: 180–240 PPI)
- está em RGB (recomendação geral: Adobe RGB (1998))
- é exportado num formato robusto (TIFF 16-bit sempre que possível)
- vem com instruções claras (papel, tamanho, margem, e se há prova)
Nota Pigmento: preparar o ficheiro não é “burocracia”. É uma extensão do cuidado com a obra.
Se tiver mais do que 2 minutos, tem aqui muito mais do que o essencial…
Qual é a resolução recomendada?
- 300 PPI: o “padrão ouro” para detalhe máximo a curta distância (A4/A3 e similares).
- 180–240 PPI: perfeitamente aceitável em grandes formatos vistos a maior distância.
Regra de ouro
Evite “inventar pixels” sem necessidade. Se não tem pixels para 300 PPI no tamanho pretendido:
- escolha um tamanho ligeiramente inferior ou
- aceite conscientemente uma resolução mais baixa (muitas vezes fica excelente em parede).
Exemplo rápido
Um ficheiro com 6000 px no lado maior permite:
~70 cm a 216 PPI (ainda aceitável em muitos casos)
~50,8 cm a 300 PPI
A margem facilita:
- manuseamento sem tocar na área impressa
- emolduramento (mais “folga” para o emoldurador)
- assinatura/numeração (séries e colecções)
- protecção das extremidades (zona sacrificial)
Margens mínimas recomendadas
- Inferior a A4: 3–5 mm
- A4: 5–10 mm
- A3: mínimo 10 mm
- A2 e maiores: 10–15 mm a 30-40 mm
Pode imprimir sem margem. Apenas tenha em conta que a margem (quando existe) conta para a área total da peça e influencia o custo final.
- 300 PPI: o “padrão ouro” para detalhe máximo a curta distância (A4/A3 e similares).
- 180–240 PPI: perfeitamente aceitável em grandes formatos vistos a maior distância.
Regra de ouro
Evite “inventar pixels” sem necessidade. Se não tem pixels para 300 PPI no tamanho pretendido:
- escolha um tamanho ligeiramente inferior ou
- aceite conscientemente uma resolução mais baixa (muitas vezes fica excelente em parede).
Exemplo rápido
Um ficheiro com 6000 px no lado maior permite:
~70 cm a 216 PPI (ainda aceitável em muitos casos)
~50,8 cm a 300 PPI
O que recomendamos enviar
Para a maioria dos artistas, a opção mais segura é:
- Adobe RGB (1998) (RGB)
Evite exportar em sRGB por hábito: pode “encolher” a gama de cor e reduzir vitalidade, sobretudo em verdes/cianos.
Devo converter o ficheiro para o ICC do papel?
Na generalidade dos casos: não.
- Use o ICC do papel para Soft Proof (simulação no ecrã).
- Envie o ficheiro em Adobe RGB (1998) e a conversão final é feita no nosso workflow (RIP calibrado para máquina/papel).
Se já domina gestão de cor a nível avançado e quer um fluxo diferente, diga-nos. Ajustaremos o processo.
Preferência Pigmento (entrega mais segura)
- TIFF (idealmente 16-bit, achatado)
Aceitáveis (consoante o caso)
- JPEG apenas em qualidade máxima (evitar regravar várias vezes)
- PDF para trabalho vectorial/ilustração editorial (garantir RGB e resolução correcta das imagens raster)
Não recomendado para entrega final
- PNG (muito orientado a ecrã/web)
- RAW/DNG (não é ficheiro final; transfere decisões criativas para o estúdio)
- 16-bit (recomendado): melhor para gradientes suaves e transições (céus, fundos, sombras).
- 8-bit: pode ser suficiente em muitos casos, mas é mais frágil em gradientes (risco de banding).
Evite exportar ficheiros em 32-bit floating/linear para impressão directa: pode causar resultados imprevisíveis (contraste e sombras).
A nitidez “para ecrã” não é a nitidez “para papel”.
- Evite nitidez de saída agressiva.
- Se o ficheiro está bem focado e bem editado, o comportamento no papel (mate/texturado/baryta) tende a ser mais natural sem exageros.
Se estiver a preparar uma série grande, vale a pena pedir prova para validar a abordagem.
O erro mais comum em ficheiros de impressão é o monitor estar:
- demasiado brilhante
- demasiado saturado
- com tendência azul
Sem calibrador, uma mitigação simples:
- reduza o brilho do ecrã para ~40–50% durante a edição para impressão (não é perfeito, mas ajuda).
Checklist final antes de enviar…
- Tamanho final definido (ex.: 70×100 cm) e margem incluída (se aplicável)
- Resolução consciente (ideal 300 PPI; grandes formatos 180–240 PPI)
- Espaço de cor: RGB (recomendado Adobe RGB 1998)
- Formato: TIFF 16-bit (preferencial) / JPEG qualidade máxima / PDF vectorial (se for o caso)
- Revisão a 100%: pó, manchas, artefactos, halos de nitidez
- Nome do ficheiro claro (ex.:
NomeArtista_Titulo_70x100_Papel.tif) - Instruções: papel, tamanho, margem, prova (sim/não), envio

